Apneia do Sono
Estudo realizado na cidade de São Paulo aponta que 1 em cada 3 adultos tem sintomas de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). Sono não restaurador, sonolência ao longo do dia, roncos noturnos e pausas respiratórias são os principais indícios de que durante a noite, o corpo não está tendo o descanso que deveria. Ao longo de anos, pode haver prejuízo na saúde do corpo e da mente. A doença tem caráter crônico e progressivo e eleva os riscos de doenças metabólicas, eventos como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de dificultar a concentração, piorar o desempenho da memória e prejudicar atividades do cotidiano.
A Polissonografia é o exame inicial e imprescindível para a avaliação da doença. Com ela, podemos ter uma estimativa de como é a noite de sono do paciente e qual é a gravidade da doença. Outros procedimentos como tomografia Computadorizada de Face e Endoscopia do Sono participam da programação do melhor tratamento individualmente.
As opções para controle da doença envolvem medidas clínicas como redução de peso, uso de Aparelho de Pressão Aérea Positiva (APAP) e Dispositivos de Avanço Mandibular (DAM). Quando o paciente procura ajuda, é comum que a doença já tenha anos de evolução e, muitas vezes, o tratamento cirúrgico faz-se necessário. Nesse caso o procedimento pode abordar a cavidade nasal, restabelecendo uma adequada função respiratória, pode envolver também estruturas da faringe como amígdalas palatinas ou linguais ou até estruturas ósseas como no caso do Avanço Maxilo-Mandibular (AMM). Para cada uma das áreas podem ser utilizados técnicas e equipamentos diversos (Robô, Laser, Radiofrequência, Coblation), dependendo da preferência e experiência do Otorrinolaringologista